Divulgados dados conjunturais do setor de alimentação fora do lar

O primeiro trimestre de 2017 vem apontando melhoras para o setor de alimentação fora do lar. Isso é que mostra a pesquisa realizada pela Abrasel Nacional, divulgada recentemente. O estudo analisou o faturamento e rentabilidade do trimestre, quadro de pessoal, reclamatórias trabalhistas, continuidade dos negócios, previsão de faturamento, quadro de pessoal e ambiente de negócios para o setor. Acompanhe o resultado:

Faturamento e rentabilidade do trimestre:

O terceiro trimestre do ano começou com a redução da queda do faturamento. Enquanto 2016 terminou com queda de 3,93% no faturamento das empresas do setor, os três primeiros meses deste ano, suavizaram a queda para 1,84% Outro dado de destaque é que uma em cada três (34%) das empresas tevê crescimento no faturamento. Enquanto ao final de 2016, 46% das empresas disseram que o faturamento havia caído em relação ao ano anterior, nos três primeiros meses de 2017 este número caiu para 37% - uma diminuição considerável.

Com relação à rentabilidade, a boa notícia é que o número de empresas que declararam rentabilidade superior a 10% (percentual referência de uma boa operação em tempos normais) evoluiu nas últimas três edições de 14% para 17% e agora atingiu 18%. O número de empresas operando no prejuízo também caiu: enquanto no fechamento de 2016 esse grupo representava 33% das empresas do setor, nos três primeiros meses deste ano, 31% das empresas declararam operar no prejuízo, se comparado com o mesmo período do ano passado.

Quadro de pessoal e reclamatórias trabalhistas

Segundo a pesquisa, os três primeiros meses do ano apresentaram suavização significativa na queda do quadro de pessoal. Comparando o primeiro trimestre de 2017 com o quarto trimestre de 2016, esta queda foi de 2,98%, com 40% das empresas apresentando redução no quadro. Quase metade das empresas (48%) conseguiu manter o quadro de funcionários estável.

Quanto às reclamatórias trabalhistas, o estudo aponta a diminuição das reclamações trabalhistas. Ao final do primeiro trimestre de 2017, 62% das empresas declararam não ter recebido nenhuma reclamação trabalhista enquanto no comparativo entre 2016 e 2015 este percentual era de 57%. Um fato novo relevante é a aprovação da regulamentação da gorjeta que deve reduzir de maneira significativa os valores médios pagos aos empregados.

Continuidade dos negócios

Em relação à continuidade dos negócios, o número de empresários que prevê fechar as portas nos próximos 12 meses se manteve estável: 12%. As últimas duas rodadas da pesquisa trouxeram os menores índices da série histórica, iniciada em 2014, o que leva a crer que os empresários estão enxergando luz no fim da crise.

Previsões

Sobre as previsões de faturamento, quadro de pessoal e ambiente de negócios para o setor, a pesquisa informou os seguintes dados:

Faturamento: O otimismo do empresariado esfriou um pouco na medida em que a previsão do crescimento real do faturamento reduz de 3,43% para 2,47%, aproximando-se da previsão mais recente da Abrasel que é de um crescimento real de 2%. A boa notícia é que metade dos empresários continua achando que vai terminar o ano com aumento no faturamento (49%). Mas na contramão, o número de empresários que acha que vai redução no faturamento piorou: passou de 12% para 21%.

Quadro de pessoal: A pesquisa anterior apontava aumento do quadro de pessoal de 0,5% em relação a 2016, nesta análise os respondentes indicam a redução de 0,55%. Ainda assim, esse número mostra uma melhora no humor dos empresários, pois quando perguntados no terceiro trimestre do ano passado sobre as expectativas para o fim de 2016, a previsão de redução do quadro era de 2,65%. No começo de 2016, a previsão era reduzir em 4,08% o quadro de funcionários até o fim do ano.

Ambiente de negócios: Mais da metade dos empresários mantém a previsão de que o ambiente de negócios este ano será melhor do que em 2016, o que representa uma mudança significativa dos empresários em relação à percepção de mercado no ano passado. Só 10% dos empresários achava que 2016 seria melhor do que 2015.