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O governador do RS, Eduardo Leite, apresentou na tarde de sexta-feira (14) o sistema 3As de monitoramento, o novo modelo de acompanhamento da pandemia. Com o fim do sistema de bandeiras, a Associação de Bares e Restaurantes no Rio Grande do Sul (Abrasel no RS) espera que um plano que traz mais autonomia aos prefeitos traga flexibilizações dos municípios para ajudar o setor de Alimentação Fora do Lar. “É o momento de aplicar medidas que nos ajudem a salvar nossos estabelecimentos da crise”, destaca Maria Fernanda Tartoni, presidente da Abrasel no RS.

O novo modelo entra em vigor no domingo (16) e separa as regras estabelecidas pelo Estado como obrigatórias e variáveis em cada atividade. Para bares e restaurantes, o Piratini determina que a permanência de clientes em pé, bem como da existência de pistas de dança ou similares está vetada. Em regras variáveis, a orientação é de 40% da lotação, mesas com grupos de até 5 pessoas, controle rígido de acesso conforme lotação máxima e a proibição de happy hour, música alta que prejudique a comunicação entre clientes e buffet com autosserviço, sendo permitido apenas buffet com protetor salivar e funcionários servindo, cumprindo protocolos como máscara cobrindo nariz e boca e higienização constante das mãos.

Na visão da presidente da entidade, ainda faltam flexibilizações importantes para os empresários do ramo de gastronomia terem condições de recuperarem seus negócios. “O limite de lotação prejudica nosso faturamento, o ideal seria algo acima da metade da capacidade, respeitando as regras de distanciamento entre as pessoas”, explica Maria Fernanda Tartoni. Ela também aponta a importância do retorno do buffet com autosserviço, uma demanda dos próprios consumidores.

Outro ponto que precisa de ajuste é a proibição de happy hour. “Como não pode clientes em pé, limite de poucas pessoas por mesa e sem música alta, não tem sentido essa restrição” aponta Maria Fernanda, que completa, “Com essas restrições já apontadas, o happy hour acaba sendo uma forma de chamar o público mais cedo para os bares e restaurantes”.

A Abrasel vê com bons olhos a mudança por um modelo que dá mais liberdade aos prefeitos decidirem de acordo com suas características demográficas e econômicas. A entidade ficará atenta às mudanças específicas em cada região e planeja representar seus associados junto aos municípios na busca de melhorias para o setor.

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