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Aos poucos, os bares e restaurantes vão projetando dias melhores. Com os novos protocolos adotados para Porto Alegre e cidades da região Metropolitana, os empresários da área de Gastronomia ganham melhores condições para atender o público. O setor não possui mais o limite máximo de pessoas por mesa, que antes era de seis pessoas. A alteração era uma demanda da Abrasel no RS, que buscava meios de equilibrar saúde e a questão econômica, além de atender a pedidos de famílias maiores, principalmente aos finais de semana.

“A mudança é fundamental, lutamos muito para isso acontecer”, explica Maria Fernanda Tartoni presidente da entidade, que completa, “A medida era um obstáculo para quem trabalha seguindo as regras, e por consequência, nós perdíamos muitas reservas. As pessoas estão mais confiantes com a queda no índice de casos e com aumento de vacinados, estão saindo mais e não querem dividir o grupo em duas mesas”.

Atualmente, os bares e restaurantes da região 10 (Porto Alegre, Cachoeirinha, Gravataí, Alvorada, Viamão e Glorinha) não possuem o percentual máximo de ocupação. No entanto, a regra que obriga o distanciamento de 2 metros entre as mesas é um complicador para a retomada de um segmento que sofre desde o início da pandemia.

Maria Fernada Tartoni aponta que o ideal para os estabelecimentos deveria ser de 1 metro e meio, pois a regra em vigor diminui a capacidade de operação. “Não adianta retirar a limitação de ocupação e manter um distanciamento grande entre as mesas”, alerta.

Em relação ao início do ano, o setor apresenta melhoras significativas. Muitos bares e restaurantes voltaram a contratar, com o setor de serviços sendo um dos principais na geração de emprego em maio e junho, de acordo com dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). A Abrasel no RS projeta que novas flexibilizações e o avanço da vacinação serão determinantes para uma recuperação do ramo de Gastronomia ainda em 2021.

“É o momento de seguir avançando e não retroceder novamente. Voltamos a contratar aos poucos, ainda distante do que gostaríamos e precisamos, porém, estamos otimistas que até o final do ano vamos buscar um equilíbrio no setor de Alimentação Fora do Lar”, aponta Maria Fernanda Tartoni.

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