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Pesquisa da Abrasel revela que médias do Rio Grande do Sul são superiores às nacionais em relação à criação da chave e pagamento de fornecedores

Fonte: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil
Fonte: Marcello Casal Jr. / Agência Brasil

O futuro está chegando e os bares e restaurantes do Rio Grande do Sul já estão atentos. Dados da Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) revelam que 73% dos estabelecimentos gaúchos já se cadastraram no PIX, ferramenta lançada em novembro pelo Governo Federal. O índice é maior que a média nacional que registra 62% dos empreendimentos trabalhando com o sistema. “É uma ferramenta de muito potencial e com a vantagem de não ter cobrança de taxas até o momento”, explica o presidente do Conselho Fiscal da Abrasel no RS, João Alberto Cruz de Melo.

Os estabelecimentos do RS também ganham destaque com 73% já utilizando o PIX no pagamento aos fornecedores, um acréscimo em relação à média nacional de 62%. João Melo afirma que os grandes benefícios são a agilidade que a plataforma proporciona com uma transferência feita na hora e por não ter cobranças de tarifas para as empresas. O novo processo é uma melhoria em comparação com os formatos utilizados anteriormente como a Transferência Eletrônica Disponível (TED) ou o Documento de Ordem de Crédito (DOC).

Por mais que seja uma ferramenta que tem tudo para crescer no futuro, alguns estabelecimentos ainda esperam melhorias para sua utilização. As principais barreiras para os empresários são a falta de integração com o sistema da loja e a ausência de explicações claras sobre as taxas cobradas. Por essa razão, muitos empresários ainda não incentivam o uso do Pix com sinalizações para o consumidor.

Na visão de João Melo, a plataforma não é prática pois não é adequada à realidade de um restaurante. Toda vez que um pagamento é realizado, o proprietário deve consultar sua conta online através do computador ou celular, colocar as senhas e chaves de segurança para verificar se a transferência foi efetivada. Com todas estas etapas, o processo prejudica o andamento da fila no balcão. Para João Melo, o ideal seria uma interface específica para o sistema gerando uma mensagem automática confirmando os valores recebidos.

Confira os dados nacionais da pesquisa realizada pela Abrasel:

Dados sobre cadastro e uso:

62% cadastraram o PIX (média gaúcha é de 73%):

Destes, 61% já receberam via PIX, 53% afirmam que a procura é pequena e 8% dizem que o uso já é frequente.

71 % ainda não incentivam o uso e apenas 12% colocaram sinalização para os clientes sobre o sistema.

62% já fizeram pagamentos de fornecedores/colaboradores ou para fazer transferência de valores. A média gaúcha é de 73% no pagamento de fornecedores.

Perfil:

O perfil dos entrevistados é de 91% de micro ou pequenos empresários (Com faturamento menor que 4,8 milhões em 2019).

40% de restaurante à la carte e outros 20% são restaurante a quilo.

Onde cadastrou:

63% em bancos tradicionais.

12% em bancos digitais.

9% em cooperativas de crédito.

Entre os entrevistados, 53% cadastrou apenas uma chave do Pix.

Barreiras para aderir ao sistema*:

43% afirma que o PIX não está integrado ao sistema da loja.

42% diz que não há clareza nas taxas cobradas por transação.

28% teme a possibilidade de fraude.

21% tem receio da possibilidade de erro na transferência.

19% não vê vantagens claras no uso.

18% tem medo que os dados sejam usados indevidamente.

8% acha que não vai ter procura.

*pergunta de múltipla escolha

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